Meow, kitties
Uma sinfonia exótica de violões. As vozes de fundo conspirando a favor do vento. Uma sensação alucinógena de acampamento, remetendo às colinas galesas de Gwynedd, à base de muito, mas muito ácido. Um Led Zeppelin III com quarenta e cinco vezes mais psicodelia. E sem gritinhos plantinianos. Uma overdose de cordas e sons acústicos que não cansam, pelo contrário, revigoram. Assim é Sung Tongs (Fat Cat Records, 2004), o “acústico-prodígio-de-inéditas” do Animal Collective.
Quando comecei minha empreitada collectiviana rumo ao Planeta Terra Festival – no qual eles se apresentarão no Indie Stage às 19h30 do dia 8 de Novembro – não podia imaginar que tanta coisa boa ainda passava sem esforço pela minha (não tão) rigorosa peneira musical. E perderia-os de vista por pouco, se não fosse pela curiosidade aguçada justamente às vésperas do festival. Ou seria falta de vergonha na cara? Passar batido por qualquer álbum do Animal Collective, em especial o Sung Tongs, álbum dos mais “assimilável” deles, seria um tiro no pé. Como consolo, poderia usar-me do fato de que tal disco contou apenas com 2 dos inúmeros membros do AC: Avey Tare e Panda Bear, e, exatamente por isso, sofreu com algum tipo resistência vinda de dentro da banda nos setlists de shows. Poderia falar também que a marca registrada do grupo em outros álbuns, a habitual e nada cordial batalha de distorções e nuances atípicas que só as guitarras do Animal Collective proporcionam, não se fizeram presente nesse álbum. Aqui elas tiram um descanso, são desplugadas e dão lugar à animadas percussões tribais, rústicos violões e, aí sim, orquestras malucas de vozes, outra marca inconfundível dessa banda que é a mais cosmopolita e miscigenada de todas – são membros de NYC, Washington e até, pasmem, Lisboa. O que certamente confere aos trabalhos do Collective uma enorme e saudável pluridade musical.
Mas não confundam: não se trata de world music ou algo do gênero, mas sim de um elaborado álbum de folk com elementos precisos de avant-garde, indie rock e experimentalismos diversos que fogem de qualquer tipo de rótulo. Sung Tongs, como nota-se logo nos primeiros trechos da faixa inicial, a bela Leaf House (This house is sad/Because he’s not/Tidy), é o quinto e mais exótico e despretensioso suspiro da melhor atração do Planeta Terra Festival.
Download: http://www.mediafire.com/download.php?mypdvtltycv
ouvindo Animal Collective – Kids on Holiday
Só mais um toquinho
- Escuta…
- O Tom tá lá na Gávea né, a gente podia cantar um negócio pra ele
- Vamo fazê uma pra ele?
- Claro
- Vamo fazê “Insensatez” né?
- Aaaah, vamo fazê “Insensatez”…
- Aah..
- Ele vai gostar tanto… olha Tomzinho, essa é diretamente aqui dos estúdios de Milão, para o navio que Deus na Gávea ancorou… “Insensatez”
Diálogo MITO entre dois nomes MITOS da música brasileira, de um álbum ao vivo MITO, antecedendo uma música MITO. Mais respeito com Toquinho e Vinícius, ok
Aah, que saudades de tocar viola.
Gravado em Milão em 1975, é peça obrigatória no acervo de qualquer “manjador” de música nacional
ouvindo, é claro, Vinícius de Morais & Toquinho – Berimbau / Consolação
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Voilá

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Grace (1994) Jeff Buckley
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Elisângela da Italínea (agradecimentos ao canal TV + ABC)
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NOT
Agora fica a cargo docês fazerem os Tops, bjs!
ouvindo The Rolling Stones – Happy

